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Comportamento - Namoro dentro da empresa é problema?

Para muitos casais e empresas que vivenciam esse tipo de situação não. Segundo especialista, o segredo é saber separar relacionamento amoroso do relacionamento profissional. Seguindo essa regra do bom senso, dividir o ambiente e o tempo de trabalho com quem se ama pode trazer bons resultados.


Com uma jornada laboral diária de oito horas, ou seja um terço dia, não é de se estranhar que muitos namoros e até casamentos surjam no ambiente de trabalho. A compatibilidade e convivência rotineira também favorece esse tipo de situação, que pode ser um problema se o casal não souber separar as coisas.


Essa pelo menos é a avaliação da master coach, especializada em alta performance, Karine Nascimento. Segundo a especialista, o interesse por uma pessoa pode surgir a qualquer hora ou em qualquer lugar, inclusive no trabalho. “As pessoas precisam saber separar a vida profissional da afetiva, até mesmo para preservar a relação e o bom clima organizacional na empresa”, afirma.


Mas se o casal sabe fazer bem essa separação entre relacionamento íntimo e relacionamento de trabalho, Karine explica que o fato de compartilhar o horário e o ambiente de trabalho com a pessoa amada pode até trazer bons resultados, que vão além do bem-estar individual, refletindo numa melhora da produtividade. “Casais geralmente têm uma conexão única, facilidade maior de compreender o outro, enfrentar dificuldades e desafios”, explica Nascimento. Essa sintonia, segundo ela, é importante em qualquer equipe e, enquanto casal, tarefas como trocas de ideias, pedidos de dicas ou até mesmo críticas podem ser mais naturais.


Uma pesquisa do International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), associação que desenvolve estudos sobre a prevenção e tratamento do estresse, aponta que trabalhar junto com o parceiro pode gerar menos conflitos e cobranças na relação, menor exaustão profissional e melhores recursos para lidar com o estresse. A pesquisa mostra que 80% dos casais que ocupam o mesmo cargo na mesma empresa lidam melhor com a ansiedade e carga horária do companheiro.


Trabalhando juntos


Casados desde 2004, os engenheiros civis Mário Augusto Bandeira e Polyanna Junqueira conheceram-se trabalhando, e de lá para cá, passaram juntos por quatro diferentes empresas, incluindo a atual, a FR Incorporadora, onde estão há nove anos. O casal é conhecido até mesmo no mercado local de trabalho da construção civil por sempre estarem juntos.


Polyana conta, em tom de brincadeira, que de certa forma acabou sendo uma “isca” para que o marido aceitasse o convite para vir trabalhar na atual empresa onde estão. “Ao ser contratada, me disseram que tinham interesse em nós dois e sabiam que se eu viesse, muito provavelmente, ele também viria”, brinca a engenheira. A situação narrada por Polyana demonstra que dividir o ambiente de trabalho com o marido nunca foi um problema para o casal.


Para Bandeira, o relacionamento pode fazer a diferença dentro da companhia sim. “Muitas vezes o relacionamento interpessoal na profissão é muito difícil, mas com ela não, é bem mais fácil porque a conheço. Em posição de líder, já sei de todos os trejeitos dela, postura, gesticulação e a melhor forma de lidar com tudo isso. Até a empresa ganha”, conta o engenheiro que já exerceu posição de coordenador.


A principal dinâmica que deve ser estabelecida entre o casal, segundo a master coach, é o cuidado para não misturar os dois ambientes. “Não dá para misturar, assim como a postura no campo profissional não deve envolver o relacionamento afetivo, levar a energia do trabalho para o lar pode não ser bom para o casal”, destaca.


“Não tem isso de demonstração de afeto, ela é uma pessoa como outra qualquer dentro da empresa. As empresas sempre tiveram respeito por nós como casal e nós também sempre as respeitamos. Quem não nos conhece, nem sabe que somos casados”, acrescenta Bandeira.


Etiqueta


Separar os papéis também não foi tarefa difícil para o casal Camila Guimarães e Jonnathan Diniz Passos, que, apesar de serem amigos há oito anos, o interesse um pelo outro só veio quando os dois entraram para o time da Consciente Construtora e Incorporadora. O namoro que começou na empresa já evoluiu para um noivado.

“Ele entrou primeiro e depois eu entrei, mas foi por indicação de outra pessoa, não dele, uma coincidência”, afirma Camila, que não vê pontos negativos em trabalhar com o noivo numa mesma companhia. “Pelo contrário, encontrá-lo todos os dias é estimulante”, diz.


O casal trabalha em setores diferentes, ele atua no departamento de Tecnologia da Informação (TI), como auxiliar de apoio geral, enquanto ela integra a equipe do Departamento de Administração de Pessoal. Mas, mesmo empolgado com o noivado, o casal mantém o profissionalismo. “Nunca tivemos nenhuma queixa da empresa. Afinal, é nosso local de trabalho, um ambiente muito profissional”, diz Jonnathan. “É só saber separar, pra mim é fácil e ocorreu tudo de forma natural”, completa Camila.


Regras


Mesmo que existam empresas que sejam resistentes em aceitar namoros no ambiente de trabalho, impedir relacionamentos amorosos entre funcionários é proibido. É o que prevê o artigo 5º, inciso X da Constituição Federal, ao afirmar que “são invioláveis a intimidade e a vida privada das pessoas”.


Mas a forma de lidar diariamente com a situação varia em cada empresa, conforme explica a analista de Recursos Humanos da Consciente Construtora e Incorporadora, Kênnya Soares. A especialista explica que, o que se deve levar em consideração, tanto por parte das empresas, quanto dos próprios funcionários, são os dilemas éticos que uma relação entre duas pessoas que trabalham na mesma companhia pode suscitar.

“O principal problema não é o relacionamento em si, mas como isso pode influenciar a conduta dos colaboradores dentro da empresa. Para não ter problemas, o ideal é deixar claro se a empresa tem alguma regra específica para esse tipo de situação ainda durante a integração do funcionário, que é quando o colaborador conhece as regras da companhia e o que se espera do profissional”.


Kênnya conta que, apesar da Consciente Construtora e Incorporadora não ter nenhuma restrição de namoro entre colaboradores, nunca tiveram problemas de conduta entre os funcionários. “Temos três casais na empresa, e todos são muito discretos, nunca foi preciso conversar com eles sobre alguma conduta que pudesse afetar o lado profissional. Sempre souberam diferenciar”, relata Kênnya.

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